Esta terça-feira, os bombeiros de Roma foram chamados a intervir em mais um incêndio num autocarro, no centro da cidade. Foi a décima vez que isso aconteceu este ano. Desta vez, foi na Via del Tritone, uma das mais movimentadas e frequentadas por turistas. Fica muito perto da Fontana de Trevi. Por sorte, não há feridos a registar, nem ente os passageiros do autocarro, nem entre os peões que passavam na rua, naquela altura. Duas lojas sofreram danos consideráveis por causa do fogo.

Aparentemente, a explosão, seguida de incêndio, foi provocada por um curto-circuito, embora muitos turistas em pânico tenham temido um atentado terrorista.

Ouviu-se um estrondo muito grande e toda a gente começou a correr feita doida porque não perceberam o que estava a acontecer”, contaram testemunhas ao Il Messaggero.

As autordades italianas estão a investigar as razões de tantos incidentes do género acontecerem na cidade. Só este ano, já arderam 10 autocarros, nas mesmas condições do de terça-feira. Em 2017, arderam 22 autocarros e, em 2016, pelo menos 14. Em nenhum dos casos há relatos de vítimas mortais ou feridos.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, os incidentes são tão frequentes que os habitantes de Roma os consideram mais ameaçadores da sua segurança que o terrorismo.

A Atac, a empresa de transportes púbicos de Roma, tem estado na ordem do dia, por causa de falta de investimento e escândalos de corrupção. A empresa é também muito criticada pelo estado dos autocarros em circulação e pela falta de manutenção dos mesmos. Trinta e seis por cento dos autocarros da empresa estão fora de circulação por falta de manutenção.

A presidente da Câmara de Roma, Virginia Raggi, eleita pelo movimento 5 Estrelas, fala numa frota “muito envelhecida”: “A verdade é que a frota da Atac é extremamente envelhecida. O autocarro que se incendiou [esta terça-feira] tinha 15 anos”.