Seis pessoas morreram esta semana e quase 200 mil continuam retiradas das suas casas devido a múltiplos incêndios em todo o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

Os incêndios começaram no último fim de semana, provocados por trovoadas, durante uma tempestade.

Embora os incêndios estejam a lavrar por todo o Estado, os mais violentos concentram-se a norte, ao largo da zona da Baía de São Francisco, onde nas últimas horas morreram quatro das seis vítimas mortais, três delas no condado de Napa e uma no condado de Solano.

A sul de São Francisco, nos condados de São Mateo e Santa Cruz, 64.600 pessoas foram obrigadas esta sexta-feira de manhã a sair das suas casas, devido ao avanço das chamas, informou o Departamento Estadual de Silvicultura e Proteção de Incêndios (CalFire).

Dos trinta incêndios neste momento ativos na Califórnia, a maioria começou a lavrar no fim de semana, quando se registava uma onda de calor e numerosas trovoadas durante as quais caíram mais de 10.800 raios, que se estima serem responsáveis por mais de 360 incêndios.

Face a esta situação, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, declarou o estado de emergência na terça-feira.

Estamos a utilizar todos os recursos disponíveis para manter as comunidades seguras à medida que a Califórnia luta contra os incêndios em todo o Estado durante estas condições extremas", disse Newsom, em comunicado.

No domingo, o Vale da Morte (sudeste da Califórnia) registou 54 graus Celsius, possivelmente o registo mais elevado na Terra em quase 90 anos, caso se confirme a medição.

Os incêndios, que estão a libertar uma enorme quantidade de fumo no ar, continuam, enquanto o Estado lida com um aumento dos casos de novo coronavírus, suscitando receios sobre a segurança dos bombeiros e daqueles que são retirados das suas casas

/ HCL