Os incêndios não dão tréguas na Grécia, tendo já provocado dezenas de mortos e feridos. E as condições atmosféricas que se fazem sentir, como os ventos fortes, não estão a ajudar. A TVI falou com alguns portugueses que estão na Grécia e que relataram a situação dramática que se vive no local. 

Um deles é Vítor Vicente, professor de português em Atenas. Este português admitiu, em declarações à TVI, que não esperava que o fogo tomasse estas dimensões num espaço de tempo tão curto. 

O verão tem sido bastante ameno e até tem chovido. Acredito que isso tenha levado a uma menor atenção para este primeiro dia de risco de incêndio", acrescentou.

Vítor Vicente contou ainda que uma das zonas que ficou completamente arrasada pelas chamas tinha um campo de férias onde as filhas já estiveram.

Regina Freire, por sua vez, vive no Reino Unido, mas está na Grécia a fazer uma formação e tem voo de regresso a território português marcado para esta quarta-feira.

A portuguesa admitiu, no entanto, que é muito provável que não consiga embarcar, visto que o número de transportes foi reduzido e muitas estradas foram cortadas.

Não sei como está a situação de deslocações entre as cidades", contou . 

A portuguesa disse que as autoridades no terreno estão a apelar aos moradores para se manterem hidratados. Acrescentou ainda que as estradas que ligam as localidades são de terra batida e que, por isso, ajudam a que o fogo se alastre. 

Já o português André Maia, que também está no país, apontou que o número de mortes tão elevado se deve em grande parte aos maus acessos entre as estradas e as localidades. Estas más ligações não ajudam os bombeiros no resgate dos moradores. 

O português contou que o país foi assolado por temperaturas muito altas e ventos muito fortes e que até o próprio céu "se transformou".

O céu ficou completamente castanho", contou. 

Em menos de 24 horas a Grécia já ficou com cidades completamente arrasadas devido às chamas. O governo gregro já solicitou ajuda internacional, que se prevê que chegue esta terça-feira. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse, nesta terça-feira, que não há, até ao momento, registo de portugueses entre as vítimas ou desaparecidos.

/ AFO