Pelo menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas na sequência de um ataque com faca dentro da Basílica de Notre-Dame de Nice.

Segundo as autoridades franceses, as vítimas são um homem e duas mulheres, uma das quais foi encontrada pela polícia já decapitada. A informação foi avançada por uma fonte à Reuters e corroborada por Marine Le Pen que deu uma entrevista às televisões locais.

As vítimas foram encontradas nos jardins que compõem a basílica católica romana situada na Avenue Jean Médecin.

Christian Estrosi, autarca de Nice, avançou no Twitter que há suspeitas de se tratar de um ataque terrorista. Na sua página oficial, explica que a polícia municipal intercetou e deteve o atacante. O presidente disse ainda que falou com o presidente Emmanuel Macron, que se está a dirigir ao local.

O agressor está neste momento no hospital depois de ter sido baleado no ombro pela polícia. O presidente da câmara de Nice refere que o atacante "estava constantemente a gritar Allah Akbar".

A polícia formou um perímetro de segurança no local, impedindo a passagem naquela área. Gérard Darmanin, ministro do Interior, explicou pelo Twitter que, na sequência dos ataques, vai conduzir uma reunião de crise no ministério.

A associação humanitária SOS Cristãos do Oriente divulgou imagens da operação policial, mostrando a operação policial de grande escala perto da Basílica de Notre-Dame.

Entretanto, a polícia municipal de Nice está a levar a cabo uma operação de desarmamento de bomba. 

O Governo português já enviou uma nota de pesar pelo ataque na Basílica de Notre-Dame de Nice. 

Foi com profunda consternação que o Governo português tomou conhecimento do ataque perpetrado  de manhã por um indivíduo armado na cidade francesa de Nice, que provocou várias vítimas mortais. O Governo português, no quadro da amizade fraterna que une os dois Povos, expressa as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas e reafirma a sua solidariedade para com o Governo de França", diz a nota que sublinha que o Executivo reitera a sua "condenação veemente de todas as formas de violência e reitera o seu compromisso com o combate ao extremismo, ao racismo, ao ódio e à intolerância em geral".

O ataque ocorre um dia após o ministro do Interior ter alertado que o risco de um ataque terrorista em solo francês era "muito alto". Um grau superlativo absoluto no meio do aumento de tensões pautadas pela decapitação do professor Samuel Paty por um alegado extremista religioso.

Samuel Paty foi morto depois de  ter apresentado, durante uma aula sobre liberdade de expressão, uma série de cartoons sobre o Profeta Maomé.

Nos últimos dias, Gérard Darmanin tem enfatizado a necessidade do país lutar contra o "islamismo excessivo que está a armar ideologicamente as pessoas".