Coletes amarelos marcham até Paris para exigir referendo - TVI

Coletes amarelos marcham até Paris para exigir referendo

  • SS
  • 10 fev 2019, 10:51
Protesto dos coletes amarelos em França

Os "coletes amarelos" do sudeste da França iniciam este domingo uma “marcha pacífica” até Paris, onde esperam reunir-se com manifestantes de outras partes do país para exigir a realização de um referendo

Os "coletes amarelos" do sudeste da França iniciam este domingo uma “marcha pacífica” até Paris, onde esperam reunir-se com manifestantes de outras partes do país para exigir a realização de um referendo de iniciativa cidadã (RIC) “sem restrições”.

Os primeiros passos são dados este domingo em Boulou, junto à fronteira com Espanha, por cinco ou seis membros do movimento "coletes amarelos", enquanto no dia 16 sairá um segundo grupo de Marselha, estando previsto a chegada das duas colunas à capital francesa no dia 17 de março.

Estamos em contacto com outros grupos de ‘coletes amarelos’ que sairão da Bretanha (noroeste), Dunquerque (norte), Bordéus (sudoeste) ou Estrasburgo (leste) para que se juntem a nós na capital. Queremos um RIC sem restrições, lutamos pela justiça fiscal e social, ecologia e apoiamos manifestantes que sejam vítimas de violência policial e decisões judiciais abusivas”, disse sexta-feira Sarah Chabut, membro do movimento em Gard, no sul.

No sábado, centenas de coletes amarelos voltaram a manifestar-se, o 13.º protesto deste movimento de contestação, que foi novamente marcado por confrontos.

O designado movimento dos "coletes amarelos", do qual há já pelo menos duas listas às eleições para o Parlamento Europeu, surgiu em França em novembro para contestar o aumento do preço dos combustíveis e a perda de poder de compra dos franceses, alargando-se depois a outras questões.

Desde 17 de novembro milhares de pessoas têm-se manifestado todos os sábados envergando coletes refletores de segurança rodoviária.

Algumas dessas manifestações degeneraram em violência, com automóveis e contentores de lixo incendiados e confrontos com as forças policiais, que fizeram pelo menos dez mortos e milhares de feridos.

 

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