O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou esta quinta-feira quinta-feira um confinamento limitado de um mês para Paris e para outras 15 regiões do país, numa altura em que o número de pacientes covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos está numa curva ascendente.

Escolas, lojas essenciais e livrarias permanecerão abertas.

Todos os comércios não essenciais vão encerrar, será possível sair de casa para atividades ao ar livre durante o dia mas com uma justificação e as aglomerações nos espaços públicos não são possíveis. Também não vai ser possível aos cidadãos nos departamentos afetados deslocarem-se para outras regiões.

Ao mesmo tempo, o recolher obrigatório continua em vigor, mas passa das 18:00 para as 19:00 até às 06:00.

As creches e as escolas até ao ensino básico continuam abertas, mas os liceus e as universidades que já estão em ensino à distância devem continuar.

Quanto ao trabalho, o primeiro-ministro detalhou que os trabalhadores devem passar idealmente a quatro dias de teletrabalho.

A capital francesa já se tinha preparado para novas restrições, depois de um aumento nas infecções por covid-19 que sobrecarregou hospitais e forçou o governo a considerar um novo confinamento, muito criticado.

O presidente Emmanuel Macron já tinha argumentado veementemente contra um terceiro lockdown nacional, preferindo, em vez disso, impor restrições locais para tentar retardar a disseminação do vírus e diminuir os números da variante britânica em circulação.

Vamos ser claros, estamos a enfrentar uma terceira onda, principalmente com a ascensão da famosa variante britânica", disse Macron na noite de quarta-feira, após um dia de conversas com equipas médicas e governadores locais na região de Paris. "A situação é crítica. Vai ser muito difícil até meados de abril."

Para além de Paris, os outros dois hotspots do vírus na França - ao redor da cidade de Nice, no sul do Mediterrâneo, e na região norte ao redor de Calais - estão com dever de recolhimento obrigatório nos fins de semana desde o final de fevereiro e início de março, respetivamente.

Desde o início da pandemia morreram em França 91.679 pessoas devido à covid-19 e já foram detetados 4.181.607 casos positivos.