As autoridades francesas detiveram hoje uma quarta pessoa relacionada com o homicídio de uma agente da polícia, esfaqueada na sexta-feira perto de Paris, por um tunisino inspirado pelo terrorismo islâmico, informaram fontes judiciais.

Segundo a agência de notícias Efe, esta quarta pessoa junta-se às três que foram detidas na sexta-feira, cujas identidades não foram divulgadas e todas pertencentes ao ambiente do agressor, identificado como Jamel G., que foi morto pela polícia durante o ataque.

A detenção coincidiu com a visita do Presidente francês Emmanuel Macron, que esteve hoje na cidade de Thoiry para mostrar o seu apoio e solidariedade à família da vítima, que ficou "muito chocada e com uma postura muito digna", segundo uma mensagem do Eliseu.

O chefe de Estado também falou ao telefone com o chefe da delegacia de polícia de Rambouillet, onde Stéphanie M. foi assassinada por Jamel G., 36 anos.

O atacante morava com o pai num apartamento em Rambouillet e trabalhava como entregador.

Especula-se que a sua radicalização ocorreu durante os dois primeiros confinamentos no âmbito do combate à covid-19 em França, em 2020.

O facto de ser um imigrante sem documentos tem gerado polémica no país, que em 2022 tem eleições presidenciais e em que a questão da segurança figura como uma das principais preocupações do eleitorado.

A extrema-direita liderada por Marine Le Pen denunciou rapidamente o "laxismo" do Governo Macron na luta contra o terrorismo islâmico.

A mulher assassinada, casada e mãe de duas filhas, de 13 e 18 anos, trabalhava em tarefas administrativas na esquadra de polícia, onde ingressou há quase 30 anos.

Também hoje de manhã, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, mostrou a sua indignação e afirmou que o que aconteceu é "um ataque à República Francesa" e aos seus valores de igualdade, fraternidade e liberdade.

A Procuradoria Nacional Antiterrorista remeteu para domingo mais detalhes sobre a investigação.

A morte da agente da polícia de 49 anos chocou um país acostumado a ataques islâmicos. Desde 2012, já morreram 269 pessoas em ataques inspirados no fundamentalismo islâmico.

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