Emmanuel Macron tomou posse como novo presidente francês este domingo. A cerimónia foi realizada no Palácio do Eliseu.

No seu primeiro discurso como presidente, Macron destacou que "os franceses elegeram a esperança e o espírito de conquista".

O mundo e a Europa necessitam hoje, mais do que nunca, de uma França forte e segura do seu destino, que traga a voz da liberdade, que saiba inventar o futuro."

O novo presidente francês prometeu ainda trabalhar para que a Europa seja "refundada e relançada" e tudo fazer para combater o terrorismo e o autoritarismo e resolver a crise dos refugiados.

Precisamos de uma Europa mais eficaz, mais democrática, mais política."

Depois da tomada de posse, o novo Presidente francês percorreu os Campos Elísios, em Paris, num veículo militar descapotável, e, no Arco do Triunfo, prestou homenagem no monumento ao soldado desconhecido.

Emmamuel Macron, que aos 39 anos se tornou o mais jovem chefe de Estado francês, saudou as centenas de cidadãos que se juntaram nos dois lados da avenida para acompanhar o tradicional desfile.

Depois das dúvidas acerca da opção por um carro civil, como os seus antecessores, Emmanuel Macron acabou por preferir utilizar um veículo de reconhecimento e apoio, construído por uma filial da Renault, e que deverá ser utilizado para o desfile do dia da festa nacional, a 14 de julho.

A despedida de Hollande

Antes de tomar posse, Emmanuel Macron teve um encontro privado com o antecessor, François Hollande, para assegurar a transferência da pasta.

Hollande afirmou que deixa o país “num estado bem melhor” do que aquele em que o encontrou.

“Deixo a França num estado bem melhor do que aquele em que a encontrei”, declarou o agora ex-presidente francês, que se dirigiu à sede Partido Socialista francês depois de abandonar o Eliseu.

Na despedida, depois de passar o testemunho ao sucessor, Hollande foi aplaudido pelos funcionários do Eliseu e pela multidão que se juntou em frente ao palácio, enquanto se dirigia ao carro.

Emmanuel Macron venceu a segunda volta das eleições presidenciais no passado dia 7 de maio, frente à candidata da extrema-direita Marine Le Pen.