O caso não é de agora, mas a queixa foi apresentada esta semana. Um jovem piloto da Força Aérea francesa foi encapuzado e esteve 20 minutos amarrado a um alvo, sob fogo de caças (um tipo de avião militar).

De acordo com o jornal La Provence, que denunciou o caso, o incidente aconteceu em março de 2019, no campo de tiro de Diane, que pertence à base aérea 126 de Solenzara, em Córsega. 

O jovem, que tinha acabado de ser admitido na base aérea Orange-Caritat, em Vaucluse, foi encapuzado, amarrado nos pulsos, joelhos e tornozelos e preso com fita adesiva a um alvo em forma de hélice, que foi sendo perfurado pelos disparos dos caças, no âmbito de um simulacro de ataque de aviões. Isto ocorreu ao longo de 20 minutos "de inferno", enquanto os agressores filmavam e fotografavam. 

Fonte: jornal La Provence

Dois anos depois, este militar, de 30 anos, decide quebrar o silêncio e apresentar uma queixa junto por "violência intencional agravada" e por "pôr em perigo deliberadamente a vida de outras pessoas", com a agravante de ter sido cometido por "profissionais, militares e oficiais". Esta denúncia surgiu depois de lhe ter sido recusado uma transferência e uma mudança de cargo. 

De acordo com a documentação que o La Provence teve acesso, a vítima antes de chegar ao local foi transportada encapuzada e amarrada na parte de trás de uma carrinha pick-up. 

Fonte: jornal La Provence

Contactado pelo jornal, Stéphane Spet, porta-voz da Força Aérea francesa, confirmou os acontecimentos e considerou os factos "inadmissíveis". Disse ainda que o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Espacial abriu uma investigação para apurar responsabilidades.

Cláudia Évora