O movimento dos "coletes amarelos", composto por mais de 50 mil manifestantes, que promoveu milhares de manifestações por toda a França, já fez um morto. 

Em Sabóia, no sudeste de França, uma manifestante, com cerca de 50 anos, acabou por morrer depois de ter sido atropelada acidentalmente por uma condutora que levava a filha doente ao médico.  

De acordo com o ministro do interior francês, Christophe Castaner, a mulher terá entrado em pânico, avançando em direção aos manifestantes que bloqueavam a estrada. Castaner adiantou ainda que pelo menos 16 manifestantes sofreram ferimentos ligeiros.

O protesto marca o descontentamento da população face ao aumento do imposto sobre os combustíveis e está a materializar-se no bloqueio de várias autoestradas e das principais artérias das cidades.

É o mais recente confronto entre os eleitores e Emmanuel Macron, numa altura em que o presidente francês enfrenta uma queda acentuada na popularidade.

O preço do gasóleo, combustível mais utlizado em França, aumentou 20% só no ano passado e ronda, em média, 1,49 euros por litro.

Os "coletes amarelos" são um grupo organizado através das redes sociais. Funciona à margem de sindicatos ou de partidos, mas conta já com o apoio de 74% da população, de acordo com uma sondagem a que a agência Reuters teve acesso.

Estes incidentes, juntamente com outros momentos de tensão que já se registaram em algumas cidades, colocaram em alerta as forças de segurança que, segundo o canal “BFMTV”, fizeram destacar 3.000 agentes para atuar em todo o país.