O Iraque condenou esta terça-feira mais dois homens franceses à morte, por ligação ao Estado Islâmico, aumentando para seis o número de cidadãos gauleses a quem é decretada a pena capital desde o passado domingo. Os seis homens fazem parte de um conjunto de 14 franceses detidos pelas Forças Democráticas da Síria e foram transferidos para o Iraque, onde foram julgados por terem pertencido ao Estado Islâmico. Cinco outros homens devem ir a julgamento em junho.

Os franceses, com idades compreendidas entre os 32 e os 41 anos, fazem parte de um conjunto de cerca de mil pessoas detidas – algumas são mulheres e crianças - pelas forças sírias, apoiadas pelos Estados Unidos. O Iraque ofereceu-se para julgar estes presos, mas até ao momento não há registo de nenhuma execução.

Em reação às primeiras quatro condenações, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, reconheceu a soberania do estado iraquiano, afirmando que os membros do Estados Islâmico “devem pagar pelos crimes que cometeram”. No entanto, Le Drian salvaguardou a posição francesa de oposição à pena de morte. O ministro terá falado com o presidente do Iraque para evitar a morte dos acusados.

Um dos membros do tribunal iraquiano disse que alguns dos condenados pediram a extradição para França, o que lhes foi negado pelo raque. Os condenados têm ainda a possibilidade de recorrer da decisão.

Recorde-se que o Estado francês já recusou, por várias vezes, receber franceses que tenham combatido pelo Estado Islâmico, alegando que os acusados devem enfrentar a justiça onde os crimes foram cometidos (Iraque e Síria).

Depois de muitos anos de combate, o Iraque anunciou em 2017 que conseguiu expulsar o Estado Islâmico, que atualmente tem a sua maior base na Síria.