Novos tumultos ocorreram ao início da tarde deste sábado no centro de Paris em mais uma manifestação dos coletes amarelos, que protestam aos sábados desde meados de novembro do ano passado contra a política social e fiscal do Governo.

As forças de segurança repeliram os coletes amarelos entre as praças da Bastilha e da República, usando granadas de gás lacrimogéneo.

Os 6.700 manifestantes contestaram a decisão do governo de adiar o anúncio de reformas previsto para segunda-feira devido ao incêndio que destruiu parcialmente Notre Dame e instaram o Presidente francês a revelar as reformas. Ao mesmo tempo, insurgiram-se a propósito das promessas de centenas de milhões de euros das maiores fortunas francesas tivessem sido anunciados para ajudar a reconstruir a catedral.

"É uma coisa boa este dinheiro para Notre Dame, mas quando vemos o que se pode desbloquear em algumas horas...", resumiu Jean François Mougey, reformado da operadora ferroviária francesa, a SNCF, considerando que a resposta aos pedidos dos "coletes amarelos" de justiça social deveria ser também rápida.

Segundo as autoridades, foram detidas para interrogatório quase 200 pessoas até às 17:45.

Esta manifestação realizou-se pelo 23.º sábado consecutivo,.

Desde novembro de 2018 que os coletes amarelos, incluindo muitos jovens vestidos de preto e de cara tapada, manifestam-se e criam o caos nas ruas de Paris.

O movimento nasceu espontaneamente num sinal de protesto que começou contra a taxação de combustíveis em França e contesta agora a carga de impostos, perda do poder de compra e desilusão geral com o Governo.

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