Dos Países Baixos chegam-nos imagens ternurentas. Uma morsa, batizada de Freya, trocou o frio polar pelo “calor” da costa do norte da Europa, aquecendo os corações de milhares de neerlandeses nas redes sociais.

Freya foi avistada pela primeira vez no final do mês de outubro, enquanto dormia em cima de um submarino na base naval de Den Helder, no norte do país. O mais curioso é que a classe da embarcação é denominada Walrus, a palavra inglesa para morsa.

A Marinha dos Países Baixos fotografou e filmou o animal, o primeiro desta espécie a chegar à costa do país em 23 anos, durante os vários dias que passou na base naval.

No momento em que vai decorrendo, em Glasgow, a COP26, alguns internautas apontam o simbolismo do acontecimento, interpretando que a morsa está a protestar contra a poluição emitida pelo setor militar, um dos que mais contribuem negativamente para as alterações climáticas.

As morsas habitam a região polar do Ártico. A caça intensiva por parte de marinheiros americanos e europeus, devido ao marfim, quase levou à extinção da sua subespécie atlântica no séc. XIX. Nos dias de hoje, a captura e comércio destes animais estão proibidos, excetuando para alguns povos tradicionais, como os Inuit, que podem caçar um número reduzido em cada verão.

Apesar disso, as visitas mais a sul não são consideradas como algo fora do comum. Este ano, outra morsa, Wally, foi avistada em Espanha, França e Irlanda, semanas antes de rumar a norte para a Islândia.

Pedro Falardo