A Agência de Meteorologia do Japão afirmou que o sismo de magnitude 7,4 registado esta terça-feira (noite de segunda-feira em Lisboa) no nordeste do país foi uma réplica do terramoto de magnitude 9 que desencadeou um ‘tsunami’ na mesma região em março de 2011.

A agência adverte ainda que um outro terramoto de grande dimensão pode atingir o país nos próximos dias, pelo que insta os residentes a “permanecerem cautelosos” durante aproximadamente uma semana.

Depois do abalo de 7,4, um tsunami com cerca de um metro atingiu a costa no local de central nuclear de Fukushima, informou a operadora Tokyo Eletric Power.

O tsunami ocorreu às 6:38 locais (21:38 de segunda-feira em Lisboa), disse um funcionário daquela operadora em entrevista à televisão, acrescentando que não houve relatos de problemas.

Vários tsunami com ondas entre os 20 e os 90 centímetros têm atingido a costa japonesa e o alerta das autoridades continua em vigor, bem como o apelo para as pessoas se refugiarem em zonas altas ou nas determinadas pelas autoridades locais.

No entanto, as autoridades do Japão levantaram o alerta de tsunami emitido para a costa nordeste do país quase quatro horas depois do abalo. Permanece apenas em vigor um aviso de tsunami – de ondas até um metro – em grande parte da costa do Pacífico.

Uma unidade de crise foi aberta pelo Governo para dar informações e instruções para ajudar as pessoas.

Os japoneses estão mais sensíveis aos riscos desde o tsunami de março de 2011, provocado por um sismo de 9,0 na escala de Richter. O sismo que sacudiu esta terça-feira a prefeitura de Fukushima foi o mais forte a atingir aquela região do Japão desde o terramoto de 11 de março de 2011.

Aquele sismo provocou a morte a 18.000 pessoas e uma catástrofe nuclear em Fukushina.

O arquipélago japonês sofreu, em abril, dois fortes sismos na região de Kumamoto, seguido por mais 1.700 réplicas que provocaram a morte a 50 pessoas e grandes danos.

Redação / AM