Depois dos incêndios devastadores, das chuvas que provocaram inundações gigantescas e das tempestades de granizo, a Austrália enfrenta agora uma praga de aranhas de teia de funil. É uma das espécies de aranha mais mortíferas do mundo e as condições climatéricas que a Austrália atravessa são ideais para a sua proliferação. 

Por isso, os especialistas alertam as populações para estarem atentas, porque os aracnídeos podem, de facto, aparecer em qualquer lado. 

As aranhas de teia de funil são nativas das florestas húmidas da região oriental da Austrália. Há várias espécies de aranhas de teia de funil e são todas conhecidas pelo seu veneno com alto nível de toxicidade e que atua rapidamente. 

Esta quarta-feira, os especialistas do Parque Australiano de Répteis, sedeado em Somersby, Nova Gales do Sul, acionaram o alerta para o perigo do aumento da atividade desta espécie de aranhas. 

Dizem os especialistas que o calor e a humidade provocada pelas recentes chuvas têm agora as “condições perfeitas” para se movimentarem.

Devido às recentes chuvas e agora os dias quentes que estamos a experienciar, as aranhas teia de funil vão começar a movimentar-se por aí” disse Daniel Rumsey, porta-voz do Parque Australiano de Répteis.  

As aranhas Funnel-web são potencialmente uma das mais perigosas no planeta, em termos de mordidas a humanos, e devemos tratá-las com muita seriedade”, acrescentou Daniel Rumsey.

A teia de funil é identificada por duas espécies, a 'Atrax Robustus' e a 'Hadronyche Cerbera', e existem  cerca de 40 subespécies

A mordida da aranha Atrax Robustus ou Sydney Funnel- web é, segundo os especialistas do Parque Australiano de Répteis, provavelmente a aranha responsável pelos casos de mordidas clinicamente mais graves registados na Austrália. 

A espécie de aracnídeos costuma estar ativa no verão, porém, este ano, a época de expansão destas aranhas chegou mais tarde devido ao clima demasiado quente e seco vivido nos últimos meses.   

As aranhas teia de funil andam agora à solta com as chuvas recentes, e podem chegar às casas das pessoas, pelo chão ou pelos telhados”, alertou o fundador de uma empresa de controlo de pestes de Sidney, Warren Bailey.