O furacão Ida está rapidamente a ganhar intensidade e, às primeiras horas deste domingo, alcançou a categoria 4 de uma escala que vai até 5.

O Luisiana prepara-se para a chegada do furacão Ida, que pode ser “extremamente perigoso” quando atingir terra este fim de semana, no 16.º aniversário do Katrina, um dos episódios meteorológicos mais violentos que este Estado norte-americano conheceu.

Segundo a Associated Press, as autoridades de emergência na região lutam para abrir abrigos para desalojados, apesar dos riscos da covid-19.

Com ventos de até 209 quilómetros por hora (km/h), o Ida está a avançar a 24 km/h para noroeste e deve chegar a terra este domingo, na Costa do Golfo, onde se situam os Estados do Luisiana e do Mississippi, segundo o National Hurricane Center (NHC).

O presidente Joe Biden aprovou na sexta-feira a declaração de estado de emergência para o Luisiana, para permitir uma “assistência federal” aos esforços de preparação, com ordens de retirada, voluntárias e obrigatórias, a terem sido já emitidas em alguns locais.

Os hospitais de Nova Orleães estão a enfrentar esta tempestade já com as camas quase em lotação máxima devido à pandemia, sendo que existe o receio de que os abrigos para aqueles que fogem ao Ida possam representar um risco adicional para novas infeções.

O governador do Luisiana, John Bel Edwards, anunciou que as autoridades do Luisiana procuraram encontrar quartos de hotel para colocar as pessoas que necessitem de sair de suas casas, sendo esta uma forma de reduzir a lotação dos abrigos coletivos.

Na costa de Gulfport, no Mississípi, um abrigo da Cruz Vermelha colocou placas com instruções e avisos sobre a covid-19 para os deslocados, mas durante a noite de sábado, com o céu ainda sem muitas nuvens, poucas foram as pessoas que se deslocaram para o abrigo. E os que o fizeram foram aconselhados a usar máscaras faciais.

O Ida acontece quase 16 anos depois de o furacão Katrina (em 29 de agosto de 2005) ter deixado um rasto de destruição e de morte, tendo provocado mais de 1.800 vítimas mortais.

O Luisiana, Estado do sul do país, é atingido regularmente por furacões. Ainda não recuperou totalmente do trauma de 2005, quando o Katrina causou uma destruição elevada. Ness ocasião dramática, Nova Orleães tinha sido inundada em 80% quando os diques que a protegiam cederam.

Com o aquecimento da superfície dos oceanos, os furacões ficam mais fortes, segundo os cientistas, e aumentam os riscos de incidentes sobre as comunidades costeiras de ondulação e inundação, amplificados pela subida do nível do mar.

Rafaela Laja