O Príncipe William e Kate Middleton presidiram a gala dos prémios Earthshot - um prémio ambiental fundado pelos Duques de Cambridge em 2019 - e destacaram-se ao “reciclarem” conjuntos que já tinham utilizado noutras ocasiões. O objetivo era um único: alertar para o impacto da moda nas alterações climáticas.

Numa passadeira verde e não vermelha, William desfilou num blazer de veludo também de cor verde, que já tinha usado num evento em 2019, e um par de calças com 20 anos. Já a duquesa de Cambridge reutilizou um vestido lilás, da marca Alexander McQueen, que estreou pela primeira vez em 2011. 

A escolha dos looks repetidos foi totalmente intencional, uma vez que a cerimónia tinha como finalidade distinguir os projetos que se destacaram na defesa e conservação do ambiente.

As ações que escolhermos ou não escolhermos tomar nos próximos 10 anos vão determinar o futuro do planeta para os próximos 1000 anos. Se nos empenharmos, nada é impossível. Durante muito tempo não fizemos o suficiente para proteger o planeta para o vosso futuro. Mas, nos próximos 10 anos vamos agir. Vamos descobrir as soluções para reparar o nosso planeta, garantiu William, num discurso, durante a cerimónia.

Apesar dos vestidos dos Kate Middleton serem sempre muito comentados em todos os eventos, desta vez foi o Príncipe William a sobressair, sendo descrito pela imprensa britânica como estando a "canalizar o James Bond". Nas redes sociais, o duque de Cambridge também recebeu inúmeros elogios.

A atriz Emma Watson também se destacou pela originalidade ao usar um vestido feito a partir de dez vestidos de noiva em segunda mão, que tinham sido doados à instituição de caridade britânica Oxfam.

Quão espetacular é este vestido”, expressou a instituição, na rede social Twitter, confirmando que a roupa foi feita por Haris Reed.

 

De acordo com a televisão britânica ITV, cerca de 192 milhões de dólares (aproximadamente 165 milhões de euros) em roupas são enviadas, todas as semanas, para os aterros sanitários no Reino Unido.

A indústria da moda continua a produzir desenfreadamente roupas baratas para conseguir dar resposta a alta procura por parte dos consumidores. Esta produção desmedida tem tido um impacto bastante significativo nas alterações climáticas.

O setor da moda usa mais energia que a aviação e o transporte marítimo juntos, sendo desta forma responsável por cerca de 10% das emissões globais de carbono e quase 20% das águas residuais, constatou a Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa.

Redação / IC