Rapper e ativista gay, Kevin Fret, foi assassinado em San Juan, capital de Porto Rico, na madrugada de quinta-feira. A polícia desconhece, para já, a origem dos disparos e a investigação está em curso.

O músico porto riquenho, que atualmente vivia em Miami, teve uma educação religiosa e só assumiu a sua homossexualidade aos 18 anos. Era ativista pelos direitos LGBT e o seu foco incidia sobretudo na questão da identidade de género, como refere Samy Nemir Olivares, escritor porto riquenho, na rede social Twitter. 

O ponto de viragem na sua carreira aconteceu em abril do ano passado, com o lançamento do single “Soy así”, que atingiu mais de 500.000 visualizações no YouTube.

Fret foi assassinado com oito tiros na cabeça e na anca, enquanto andava de mota em Santurce, na capital de Porto Rico. O crime ocorreu por volta das 5h30, hora local. O artista foi imediatamente transportado para o hospital, onde foi declarado o óbito.

O autor do crime é ainda desconhecido. O suspeito estava com Fret quando este foi encontrado, mas desapareceu sem deixar rasto.

O agente de Kevin, Eduardo Rodríguez, no comunicado oficial de imprensa, caracteriza o músico como sendo “uma alma artística” e “um sonhador com um grande coração”.

A sua paixão era a música, ainda tinha muito para mostrar. Esta violência tem que acabar. Não há palavras que descrevam o sentimento de ver alguém com tantos sonhos a ter que partir. Devemos unir-nos nestes tempos difíceis e pedir paz para o nosso amado Porto Rico”, lê-se no comunicado divulgado pela Billboard.

Kevin Fret é a vigésima segunda pessoa a ser morta em Porto Rico desde o início do ano. O FBI e a polícia local consideram que a ilha atravessa “uma crise de violência” e o combate ao crime é agora a principal prioridade, como alerta a congressista Jenniffer González no Twitter.

O rapper, que já tinha sido atacado e ameaçado devido à sua orientação sexual, tinha apenas 24 anos de idade.