Israel e o Hamas iniciaram esta madrugada um cessar-fogo intermediado pelo Egito, por volta das 02:00 da manhã (00:00 em Lisboa), depois de onze longos dias marcados por fortes bombardeamentos, que fizeram mais de 244 mortos e deixaram um rasto de destruição.

O anúncio tinha sido feito pelo Gabinete de Segurança do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ao início da noite de quinta-feira. Pouco depois, o Hamas confirmou que o cessar-fogo com Israel iria entrar em vigor a partir das 02:00 desta sexta-feira, considerando que a trégua representa uma derrota para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e "uma vitória para o povo palestiniano".

O presidente norte-americano, Joe Biden, já reagiu numa breve apresentação na Casa Branca, pouco tempo depois do anúncio de tréguas entre ambas as partes. O líder americano garantiu que tudo fará para providenciar ajuda humanitária rapidamente ao povo de Gaza e mobilizar a comunidade internacional nos esforços de reconstrução da região.

Os estados Unidos comprometeram-se a trabalhar com as Nações Unidas, e vão continuar a trabalhar com as Nações Unidas e outros intervenientes internacionais para fornecer rapidamente ajuda humanitária às pessoas de Gaza e esforços para a reconstrução de Gaza”, afirmou o chefe de Estado.

Biden insistiu que esses esforços serão feitos em parceria com as autoridades palestinianas e não com o Hamas, organização considerada terrorista pelos Estados Unidos da América. Da mesma forma, os americanos garantem que irão ajudar Israel a reabastecer o seu sistema de defesa antimíssil, o Iron Dome.

O dia de quinta-feira começou da mesma maneira que os anteriores nos dois territórios, sem tréguas na ofensiva entre Israel e o Hamas. Ao início do dia, as Forças Armadas israelitas anunciaram o bombardeamento de túneis utilizados por elementos do Hamas, assim como habitações que pertenciam a oficiais do Hamas.

Porém, as imagens transmitidas pelos órgãos de comunicação revelam edifícios completamente destruídos e o desespero da população palestiniana em Gaza.

Este mais recente reacendimento do conflito israelo-palestiniano, que dura há várias décadas, provocou a morte a pelo menos 232 palestinianos em Gaza, entre os quais 64 menores, e 1.620 feridos.

Em Israel, as autoridades contabilizaram a morte de 12 pessoas, entre as quais dois menores, e 340 feridos.

Cerca de quatro mil rockets foram lançados pelas forças palestinianas do Hamas contra cidades e bases militares israelitas. Citadas pelo jornal The Times of Israel, as Forças Armadas israelitas garantem que cerca de 90% dos projéteis foram intercetados pelo sistema de defesa antimíssil Iron Dome.

Na passada terça-feira, reunidos em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE exigiram um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, após a escalada de violência entre israelitas e palestinianos, com a Hungria a abster-se desta tomada de posição europeia.

Contudo, o sentimento de alerta vai permanecer até que haja informações mais credíveis por parte dos mediadores deste conflito no Médio Oriente, que se arrasta há décadas.