O Governo francês vai atribuir bónus aos profissionais de saúde em meio hospitalar, de 1.500 euros para quem está nas regiões mais afetadas pela Covid-19 e 500 euros para os restantes, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro.

Édouard Phillipe falou esta tarde à saída do Conselho de Ministros e indicou que todos os profissionais de saúde nos hospitais vão receber pelo menos 500 euros de bónus devido ao empenho na luta contra a Covid-19.

Esse bónus pode aumentar para 1.500 euros caso o profissional de saúde tenha estado na linha da frente nas regiões mais afetadas.

Os profissionais de saúde vão ainda receber 50% a mais nas horas extra feitas em hospital. Tanto o bónus como a majoração das horas extra são isentos de qualquer imposto.

O primeiro-ministro detalhou ainda o plano económico para o país, revelando que o Governo vai disponibilizar um fundo de 110 mil milhões de euros para fazer face ao impacto do vírus.

Assim, 8.000 milhões serão dedicados aos hospitais (incluindo compra de equipamentos), um fundo de solidariedade de 7.000 milhões de euros para trabalhadores independentes e a garantia que o Estado poderá intervir no capital de empresas até 20 mil milhões de euros.

O Governo estima que o desemprego parcial em França vá custar cerca de 24 mil milhões de euros aos cofres do Estado.

Quanto às ajudas sociais, as famílias com rendimentos mais baixos vão receber até 15 de maio mais 150 euros e 100 euros por filho. Estas ajudas vão tocar cerca de 4 milhões de famílias francesas.

O primeiro-ministro indicou ainda que o PIB do país deve baixar 8% e que o défice da França se deve estimar em cerca de 9% em 2020.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou quase 127 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 428 mil doentes foram considerados curados.

O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

. / Publicado por Henrique Magalhães Claudino