A conservadora e oposicionista União Cristã-Democrata Lituana (HU-LCD) ganhou a primeira volta das eleições para o parlamento lituano realizadas no domingo, de acordo com os resultados divulgados esta segunda-feira.

A gestão da epidemia do novo coronavírus e a redução das desigualdades económicas estavam no centro das eleições neste estado báltico de 2,8 milhões de habitantes, que é membro da zona euro.

Segundo os resultados divulgados, a HU-LCD ultrapassou o partido que estava no governo, a União de Agricultores e Verdes (LFGU), que parecia liderar nas primeiras horas do escrutínio e que constitui o núcleo do governo liderado pelo primeiro-ministro lituano independente, Saulius Skvernelis.

A oposição conservadora conquistou 24,8% dos votos e 23 das 70 cadeiras do parlamento (Seima) disputadas na primeira volta dessas eleições.

O LFGU obteve 17,6% dos votos e 16 cadeiras, seguido pelo populista liberal Partido Trabalhista (9 cadeiras) e do centro-esquerda Social-Democrata (8 cadeiras).

Um vencedor "surpresa" dessas eleições foi o liberal Partido da Liberdade, criado no ano passado numa plataforma que apoia o casamento igualitário, a descriminalização da canábis e os esforços para tornar a Lituânia livre de carbono até 2040.

Os analistas políticos citados pelo noticiário "15min.lt" consideram o sucesso do Partido da Liberdade a maior surpresa da primeira volta, seguido pelo fraco resultado dos social-democratas.

A candidata a primeira-ministra do HU-LCD, Ingrida Simonyte, antiga ministra das Finanças, de 45 anos, manifestou-se pronta a negociar um acordo com outros partidos.

O primeiro-ministro cessante, Saulius Skvernelis, tenciona constituir uma coligação de centro-esquerda.

No entanto, nenhuma coligação deverá formar-se antes da segunda volta das eleições, no dia 25 de outubro.

Em 26 distritos, na segunda volta haverá um confronto entre o HU-LCD e o LGFU; os candidatos do Partido da Liberdade enfrentarão os do LGFU em doze círculos eleitorais.

Os media locais citam analistas que preveem uma longa negociação após a segunda volta para a formação de um governo de coligação.

Na primeira volta foi registada a menor participação em 12 anos, com apenas 47,2% dos quase dois milhões e meio de eleitores.

Em disputa nas eleições parlamentares estão os 141 assentos na câmara: 71 correspondem a distritos unipessoais, que são decididos em dois turnos de votação; os outros 70 decorrem da distribuição proporcional entre as listas partidárias.

/ HCL