A imagem já correu mundo. Juan Francisco, agente do Grupo Especial de Atividades Submarinas da Guardia Civil, foi fotografado a salvar um bebé que caiu ao mar, perto da praia do Tarajal, em Ceuta.

Numa entrevista ao podcast "Herrera en COPE", um programa de rádio espanhol, contou que quando pegou na criança "estava gelada, com frio e não gesticulava"

Foi um pouco traumatizante", admitiu. 

Juan explicou que ele e os colegas estavam na praia para resgatar as pessoas mais vulneráveis que tinham fugido de Rabat, a capital de Marrocos, e que não paravam há dois dias.

Numa descrição mais pormenorizada, disse que muitos dos migrantes usavam coletes de cortiça e tinham os filhos "presos como podiam"

Estávamos atentos a todas as pessoas que achávamos que não iam ser capazes de chegar às nossas águas, porque a única intenção que estas pessoas tinham era chegar às nossas águas fosse com o que fosse. Alguns usavam coletes de cortiça mal ajustados. Estávamos muito atentos às pessoas mais vulneráveis que não estavam a conseguir manter-se à superfície da água. Havia muitos pais e mães com os filhos presos como podiam", relatou ao entrevistador Carlos Herrera.

Perante este cenário, mal viram a mãe com o bebé, lançaram-se à água para o resgatar. 

A mãe trazia-o preso às costas. Muitas vezes não sabíamos se o que estavam a transportar [os migrantes] eram bebés, crianças pequenas, mochilas ou roupa".

O agente da Guardia Civil confessou que um dos piores momentos que ali viveu foi quando, ele e os colegas, não conseguiram ver uma pessoa a tempo de a salvar, devido à "avalanche de migrantes que estavam a sair da água". 

Recorde-se que cerca de 8.000 migrantes conseguiram entrar em Ceuta desde segunda-feira, incluindo cerca de 1.500 menores.

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Cláudia Évora