Quinze portugueses foram detidos pela Guardia Civil espanhola por suspeitas de furtos em explorações agrícolas e pecuárias na província de Badajoz, na Extremadura, tendo os agentes recuperado parte dos bens roubados e marijuana.

Em comunicado enviado esta quinta-feira à agência Lusa, o comando de Badajoz da Guardia Civil explicou que as detenções foram efetuadas na passada quinta-feira, dia 30 de setembro, em colaboração com outras unidades territoriais e com o apoio da GNR.

As 15 pessoas investigadas e detidas, no âmbito da operação “ERRANTUS21”, são suspeitas de 40 furtos em quintas e explorações pecuárias em Talavera la Real, Lobón, Guadiana, Torremayor, Montijo e Mérida, segundo a mesma força policial.

Os portugueses são suspeitos de crimes de roubo, contra a saúde pública e de integrarem um grupo criminoso, pode ler-se no comunicado policial.

A investigação desta série de furtos, em que os alegados autores “apreenderam uma grande quantidade de material”, estava a ser desenvolvida pela Guardia Civil desde julho passado.

Os agentes apuraram que “alguns dos artigos roubados, como bocas de rega, geradores, baterias, motobombas, ferramentas manuais e elétricas, entre outros”, tinham sido “entregues a centros de reciclagem em Badajoz ou a terceiros por um grupo de cidadãos portugueses” que supostamente viajava pela área onde os roubos tinham sido cometidos, disse.

Fruto da investigação, o alegado grupo criminoso foi localizado “em três acampamentos” no município de Puebla de la Calzada, onde estava “escondido”, sendo detido.

Dois dos suspeitos já eram “também procurados por tribunais em Badajoz, Mérida e Almendralejo, para busca e detenção”, acrescentou a Guardia Civil.

Os agentes detetaram, “escondidos, numerosos objetos roubados”, assim como outros cuja legítima proveniência não foi provada, e apreenderam 400 gramas de marijuana encontrada na tenda de um dos envolvidos.

Segundo a Guardia Civil, que frisou que pode vir a localizar e deter outros membros do alegado grupo criminoso, o processo foi entregue em tribunal.

Agência Lusa / NM