O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou hoje que os militares das forças armadas da Guiné-Bissau não são "assassinos".

Quero dizer às nossas forças armadas, nós não somos assassinos", disse Umaro Sissoco Embaló, num discurso proferido na Amura, durante as cerimónias de trasladação do corpo de "Nino" Vieira e de celebração do dia das forças armadas.

O chefe de Estado discursou primeiro em português e depois falou em crioulo, altura em que aproveitou para lembrar os tempos em que fez parte das forças armadas. O Presidente guineense tem a patente de general.

Nunca mais ninguém nos vai usar, quem fizer a cabeça das nossas forças armadas para desestabilizar o país assume as responsabilidades", disse.

Desde 2012, quando foi feito o último golpe de Estado na Guiné-Bissau, que as forças armadas guineenses têm mantido o distanciamento das querelas políticas. Vários militares foram alvo de sanções das Nações Unidas na sequência daquele golpe de Estado.

O último registo de presença de militares durante um período de tensão política ocorreu no início deste ano quando assumiram o controlo de várias instituições de Estado, na sequência da demissão pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló do Governo liderado por Aristides Gomes.

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