O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou esta sexta-feira por decreto, Umaro Sissoco Embalo como novo primeiro-ministro do país.

O decreto presidencial foi lido na Rádio Difusão Nacional. No preâmbulo, o chefe de Estado considera cumpridos os preceitos constitucionais, bem como os compromissos estabelecidos nos acordos políticos, negociados sob mediação na Guiné-Conacri, para que seja formado "um governo inclusivo" que permita "salvar a presente legislatura".

Ter apoio parlamentar ou pelo menos não ter a maioria contra ele", foi um dos motivos evocados pelo presidente guineense para a escolha do novo primeiro-ministro, após o afastamento de Baciro Dja.

General assume governação

Graduado como general, com 44 anos, tido como um especialista em relações internacionais, Embalo é o quinto chefe de governo em Bissau no prazo de um ano.

A crise governativa na Guiné-Bissau, antiga colónia portuguesa, país membro da CPLP e com o Português como língua oficial, arrasta-se desde agosto do ano passado, quando o presidente José Mário Vaz afastou do cargo de primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Simões Pereira é líder do partido mais votado, o histórico PAIGC, que liderou a guerra pela independência contra o exército português, ao qual pertence também o presidente Domingos Simões Pereira.

Apesar de ser maioritário no parlamento, a crise instalou-se quando 15 deputados do PAIGC se oposeram à decisão do presidente da república. Estas discordâncias obrigaram à necessidade de negociações intermediadas pelo governo da vizinha Guiné-Conacry.

Sem um acordo consensual nas negociações para escolhe ro novo primeiro-ministro, José Mário Vaz demitiu Baciro Dja e nomeaou agora Umaro Embalo.