O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “Portugal é hoje uma sociedade democrática vibrante graças a líderes” como Freitas do Amaral, numa sessão de homenagem a este político português na sede da Organização.

A sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, foi hoje local de tributo a Diogo Freitas do Amaral, que foi Presidente da 50.ª Assembleia Geral da ONU entre 1995 e 1996 e morreu no passado dia 03 de outubro, aos 78 anos.

António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou que é “especialmente comovente honrar o seu legado numa altura em que as Nações Unidas se preparam para comemorar (…) o 75º aniversário da Organização” e recordou a “extraordinária liderança” que “reforçou a imagem de Portugal”.

O secretário-geral citou um discurso proferido por Diogo Freitas do Amaral há 24 anos, na abertura da 50.ª Assembleia Geral da ONU, dizendo que essas palavras “são hoje tão relevantes” como em 1995.

Façam o favor de dizer ao mundo que a liberdade, a justiça, o desenvolvimento e a solidariedade humana são valores magníficos pelos quais vale a pena viver e trabalhar” começou por ler António Guterres citando Freitas do Amaral.

 

Digam, por favor, aos vossos governos e parlamentos que, com as reformas e mudanças necessárias, a ONU precisa de dinheiro ... [e] apoio dos Estados-membros para o seu bom funcionamento, necessitando ainda da sabedoria e da generosidade de todos nós para salvar e ajudar os seres humanos mais necessitados”, continuou Guterres na citação.

“As palavras do Professor Freitas do Amaral são hoje tão relevantes como quando foram por ele proferidas há quase 25 anos nesta sala”, disse Guterres, que foi primeiro-ministro de Portugal na mesma altura em que Diogo Freitas do Amaral foi Presidente da Assembleia Geral da ONU.

Guterres disse que Diogo Freitas do Amaral “deixou uma forte marca como defensor do multilateralismo para a resolução de conflitos e defensor do Direito Internacional” e sublinhou que a ONU passou a estar mais fortalecida com o mandato do político português à frente da Assembleia Geral.

/ HMC