Actualizada às 16:04

O responsável da secção consular de Portugal no Haiti, Mário Gomes, residente em Cuba, recebeu instruções para seguir de imediato para Port-au-Prince. A informação é avançada pela Lusa, que cita fonte do Gabinete do secretário de Estado das Comunidades. A mesma fonte acrescentou que «as comunicações com o Haiti continuam muito difíceis, aliás à semelhança de outras representações diplomáticas».

O tvi24.pt tem estado a tentar contactar, ao longo de toda a manhã, várias instituições no Haiti, o que se tem revelado impossível.

Haiti: três portugueses bem e quatro por contactar

O Governo português já fez saber que está disponível para ajudar, «na medida das suas possibilidades», adianta fonte do Governo. A possível ajuda do Estado Português será coordenada com a presidência espanhola da União Europeia (UE).

Número de mortos ainda por avançar

O sismo de 7.0 na escala de Richter provocou uma forte destruição no país. Em conversa telefónica com o tvi24.pt, o cônsul honorário português na República Dominicana, Salvador da Cunha, fala em «notícias de uma destruição de que o Haiti dificilmente se conseguirá levantar». Apesar de a República Dominicana fazer fronteira com o Haiti, partilhando a mesma ilha, o cônsul honorário, assim como outros portugueses residentes em Santo Domingo, contactados pelo tvi24.pt, diz que o sismo mal se sentiu, contrastando com a destruição que se vive em Port-au-Prince.

As notícias sobre números de vítimas são ainda escassas. As agências internacionais falam em centenas de mortos. Os jornais brasileiros adiantam que pelo menos onze militares do Brasil, ao serviço das Nações Unidas, morreram na sequência do desabamento de parte da sede da missão da ONU no Haiti (MINUSTAH). O Brasil está a chefiar a missão da ONU no Haiti. O jornal «Estado de São Paulo», na sua versão online, fala ainda na morte de uma médica, Zilda Arns, fundadora da pastoral da Criança.

Chefe da missão da ONU desaparecido

Um militar brasileiro citado pela Lusa diz que sentimento é de dor e angústia é muito grande. Os militares brasileiros estão a ajudar nas operações de resgate da população haitiana. «Realmente é uma coisa surpreendente, nunca tinha visto isso na minha vida», lamentou a fonte citada pela Lusa, que pediu o anonimato.

Sede da ONU no Haiti destruída

O Ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, deverá seguir ainda esta quarta-feira para o Haiti, para acompanhar os trabalhos de apoio aos militares brasileiros estacionados naquele país. O Brasil mantém cerca de 1300 militares na missão da ONU naquele país das Caraíbas (MINUSTAH).

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai também a Port-au-Prince «assim que for possível», afirmou o próprio, ao declarar o sismo de terça-feira «uma tragédia para o Haiti e para as Nações Unidas». O secretário-geral, que falava na sede da ONU em Nova Iorque, disse que poderá haver centenas de mortos e evocou o desaparecimento do chefe da missão da ONU no Haiti e do seu adjunto.

Haiti: grupos de ajuda no Facebook e Twitter