A Casa Branca confirmou este sábado a morte de Hamza bin Laden, filho de Osama bin Laden e considerado um dos atuais líderes do grupo terrorista Al-Qaida.

Em comunicado, a Casa Branca explicou que Hamza bin Ladin "morreu numa operação antiterrorista dos EUA na região do Afeganistão/Paquistão", mas não detalhou quando ocorreu a operação.

A morte de Hamza bin Laden não apenas priva a Al-Qaida de importantes habilidades de liderança e conexão simbólica com seu pai, como prejudica importantes atividades operacionais do grupo", lê-se na nota.

O anúncio de Trump ocorre apenas três dias após o 18.º aniversário do 11 de setembro de 2001, quando a Al-Qaida perpetrou o maior ataque terrorista da história dos EUA.

Hamza, que se acredita ter cerca de 30 anos, estava ao lado de seu pai no Afeganistão antes dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O Departamento de Estado dos EUA classificou Hamza como um terrorista global em 2017, depois de este ter reivindicado atos terroristas nas capitais ocidentais e de ter ameaçado vingar-se dos americanos pela morte de seu pai.

Devido ao crescente papel de Hamza bin Laden, o Governo dos EUA aumentou seus esforços para localizá-lo e, no início deste ano, ofereceu uma recompensa por qualquer informação que pudesse levar à sua identificação, localização e captura.

As estações de televisão NBC e CNN, citando funcionários do Governo, relataram no final de julho a morte de Hamza, mas o executivo dos EUA não confirmou oficialmente essa notícia.