O príncipe Harry quebrou o silêncio, este domingo, sobre a decisão de abandonar o Reino Unido e deixar a vida como membro sénior da família real britânica. Um processo que os britânicos já batizaram de Megxit. Num discurso de abertura de um evento de uma associação de apoio a crianças com HIV - a Sentebale -, Harry disse que não havia outra opção.

O príncipe disse que Meghan e ele “não estão a ir embora”: “O Reino Unido é a minha casa e é um lugar que amo. Isso nunca vai mudar.”

Posso imaginar o que vocês devem ter ouvido e lido nas últimas semanas. Quero que ouçam de mim a verdade, o máximo que eu puder partilhar, não como príncipe ou duque, mas como Harry.”

Harry frisou que tem “o máximo respeito” pela avó, a quem chamou “minha comandante”.

A nossa esperança era continuar a servir a rainha, a Commonwealth (a Comunidade Britânica, que reúne antigas colónias britânicas, inclusive a Austrália) e as minhas associações militares, mas sem financiamento público. Infelizmente, isso não foi possível. Aceitei isso, sabendo que não muda o que eu sou, ou o quão comprometido estou.”

A partir de março, o príncipe Harry e a mulher, Meghan, deixarão de representar oficialmente a rainha Isabel II e de receber dinheiro público para cumprir deveres reais. Também deixarão de usar os títulos de "sua alteza real". Concordaram também em devolver 2,4 milhões de libras (cerca de 2,8 milhões de euros) aos cofres públicos pelas obras efetuadas na sua, o Frogmore Cottage, no Castelo de Windsor, pela qual vão passar a pagar renda.

Vão viver entre o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá, onde Meghan morou quando trabalhava como atriz.

Manuela Micael