O principal suspeito de ter sequestrado e assassinado Madeleine McCann deverá ser formalmente acusado de violação de uma representante turística Irlandesa “nos próximos três meses”. O caso remonta a 2004, três anos antes do mediático desaparecimento.

Hazel Behan morava a 30 minutos do local onde Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007, na Praia da Luz. Ao jornal britânico The Guardian, a mulher revelou como foi violada por um homem de olhos azuis e sobrancelhas loiras que falava inglês com sotaque alemão. 

Em 2004, Hazel estava prestes a fazer 21 anos e conta que o agressor tinha a cara tapada, amarrou-a, chicoteou-a e utilizou uma câmara para filmar tudo o que aconteceu. Contornos semelhantes ao caso de violação de uma idosa de 72 anos por Christian Brueckner.

Foi precisamente 16 anos depois do ataque, quando leu sobre a violação da idosa, que decidiu pedir à Polícia Metropolitana de Londres para atentar sobre o seu caso porque acredita que Brueckner pode ser o agressor.

Agora as autoridades alemãs dizem-se confiantes na existência de uma ligação entre Brueckner e o caso de Hazel Behan, sublinhando que uma acusação formal deverá estar feita até ao final de verão. O homem, de 43 anos, está detido na Alemanha a cumprir uma pena de sete anos de prisão por violação de uma norte-americana em Portugal.

Recorde-se que Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico na Praia da Luz e o seu desaparecimento tornou-se um caso mediático à escala global.

A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora gasto perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros) no processo. 

A PJ reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria-Geral da República em 2008, ilibando três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.