Testemunhas no Afeganistão afirmam que pelo menos 14 pessoas morreram, entre as quais mulheres e crianças, na sequência de raides aéreos governamentais na província de Herat.

Os ataques ocorrerem, quarta-feira, na altura em que centenas de pessoas se juntaram, no distrito de Adraskan (Herat) para receberem um antigo combatente talibã recentemente libertado pelo governo, disse Noor Rhamti, uma das pessoas que estava presente e que perdeu três familiares no bombardeamento.    

O governo disse esta quinta-feira que o ataque aéreo vai ser investigado.

O combatente talibã, Ghulam Nabi, foi libertado no quadro do tratado de troca de prisioneiros acordado durante as recentes negociações que foram iniciadas entre os Estados Unidos e os líderes insurgentes. 

Os representantes locais tinham organizado uma receção a Nabi que foi atingida pelos bombardeamentos, de acordo com as testemunhas no local.

As mesmas fontes afirmam que o filho de Nabi, uma criança de nove anos, ficou ferida no ataque.

Entretanto, o enviado norte-americano para as conversações de paz, Zalmay Khalilzad, condenou o ataque aéreo através de uma mensagem difundida pelas redes sociais e mostrando-se satisfeito pela investigação anunciada pelo governo.

As Nações Unidas têm criticado o aumento de mortes entre a população civil vítima de confrontos e ataques levados a cabo pelas partes em conflito.

"Em Herat, fotografias e testemunhos sugerem que muitos civis, incluindo crianças, foram vítimas do ataque aéreo das forças governamentais afegãs. Condenamos o ataque e apoiamos a investigação", disse ainda Khlilzad na mesma mensagem.

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