Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau (SMG) cancelaram hoje, às 15:30 (08:30 em Lisboa), todos os sinais de tempestade tropical, agora que o tufão Higos se encontra a quase 200 quilómetros território.

Todos os alertas de risco de inundações tinham já sido cancelados e os centros de acolhimento de emergência encerrados, depois de terem dado abrigo a 192 pessoas. Não se registaram quaisquer feridos, de acordo com os balanços realizados pelas autoridades

O tufão chegou a obrigar as SMG a emitirem os alertas máximos para tufão (10) e inundações (nível vermelho de 'storm surge'), que voltaram a afetar as zonas baixas da cidade.

Os transportes públicos, como os autocarros e metro de superfície, chegaram a ser suspensos, assim como as ligações marítimas e aéreas. No aeroporto há registo apenas de um voo atrasado, oito cancelados e outros tantos adiados.

A Proteção Civil identificou, até agora, 274 incidentes no território, a maioria relacionados com quedas de árvores, janelas e objetos.

A escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10, que são emitidos tendo em conta a proximidade da tempestade e a intensidade dos ventos.

Para este ano, as autoridades de Macau disseram prever quatro a seis tempestades tropicais no território em 2020, algumas delas podendo mesmo "atingir o nível de tufão severo ou super tufão".

Desde 2017, dois tufões obrigaram as autoridades a emitir o alerta máximo. Em setembro de 2018, a passagem do tufão Mangkhut por Macau deixou prejuízos económicos diretos e indiretos no valor de 1,74 mil milhões de patacas (180 milhões de euros).

O Mangkhut provocou 40 feridos e inundações graves no território, onde o sinal máximo de tempestade tropical esteve içado várias horas. Ao todo, as autoridades retiraram 5.650 cidadãos das zonas baixas e 1.346 pessoas recorreram a centros de abrigo de emergência.

Um ano antes, o tufão Hato (posteriormente denominado de Yamaneko pelas autoridades locais), apesar de se caracterizar pela mesma intensidade do Mangkhut, causou 10 mortos, 240 feridos e prejuízos avaliados em 12,55 mil milhões de patacas (1,32 mil milhões de euros).

/ LF