Hillary Clinton foi, esta quinta-feira, ao programa da Ellen DeGeneres promover o novo documentário “Hillary”, do qual é protagonista, não evitando falar sobre Monica Lewinsky e o escândalo que envolveu o seu marido e então presidente dos Estados Unidos com a estagiária da Casa Branca.

A ex-candidata presidencial democrata, que inicialmente foi convencida a fazer um documentário sobre os bastidores da sua campanha, mas que acabou por ceder à vontade da realizadora norte-americana Nanette Burstein em “fazer algo maior (…), sobre a história das mulheres”, assumiu que não podia falar da sua vida sem abordar um tema tão delicado como aquele que levou ao pedido de destituição de Bill Clinton, em 1998.

Não era possível fazer um filme sobre a minha vida e deixar de fora algo que todos sabem, porque leram sobre isso e têm uma opinião formada”, disse.

Hillary Clinton considerou mesmo que, apesar de ter sido fortemente criticada por não se ter divorciado após o escândalo, manter o seu casamento foi um ato de coragem.

Ficar casada foi a decisão mais corajosa que alguma vez tomei. Portanto, para mim, recordar tudo de novo, e também o meu marido concordar em aparecer no documentário e ser entrevistado, foi um bocado difícil, não há dúvida.”

 

O caso sexual que envolveu Bill Clinton e a então estagiária interna da Casa Branca, de 22 anos, correu mundo, levou a um impeachment, e muitas mulheres ainda hoje não perdoam a Hillary o facto de não ter pedido o divórcio. A ex-secretária de Estado espera, também, que o seu documentário ajude as pessoas a serem mais solidárias com as decisões que os outros tomam e com as quais não concordam.

Foi uma experiência emocionalmente esgotante para voltar a reviver, mas, tenho de o dizer, depois de ver as quatro horas de documentário, tenho esperança que a nossa abordagem ao assunto e a minha vontade em falar sobre ele, possa realmente ajudar outras pessoas. As pessoas devem estar cientes das decisões que tomam e devemos ser mais gentis e solidários com todos aqueles que pensam ter tomado a melhor decisão possível.”

Ainda neste plano, Hillary Clinton disse que nunca compreendeu como é que as mesmas pessoas que não a apoiavam eram capazes de assumir que adoravam o seu marido.

"Hillary" estreia a 6 de março no serviço de streaming Hulu, e tem por base 35 horas de entrevistas a Hillary Clinton e 1700 horas dos bastidores da campanha.

/ CM