A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, instou a Europa, a China e a Índia a aumentarem a pressão sobre o regime do sírio Bachar al-Assad, nomeadamente através de sanções económicas, e a Rússia a parar de vender armas a este país.

«Queremos ver a China e a Índia a darem passos juntos com os nossos, porque esses países têm grandes investimentos em energia dentro da Síria. Em relação à Rússia, queremos que pare de vender armas ao regime de Assad», afirmou Hillary Clinton, numa entrevista ao canal de televisão CBS.

A secretária de Estado norte-americana afirmou que a melhor forma de pressionar o regime de Assad é «sancionar a indústria de petróleo e gás» e defendeu que «a Europa deve tomar passos nessa direcção».

Questionada sobre qual a razão para os EUA ainda não terem pedido expressamente a saída do presidente sírio, Hillary Clinton respondeu que Washington está à espera que outros países se manifestem.

Apesar de considerar que os EUA têm sido «muito claros» sobre a perda de legitimidade de Assad, a secretária de Estado sublinhou que «é importante que não seja apenas a voz norte-americana» a exigi-lo. «E nós queremos ter a certeza de que as vozes venham de todo o mundo», explicou.
Redação / CP