Donald Trump considera ser impossível “rever 650.000 correios eletrónicos em oito dias”, pelo que o candidato republicano à Casa Branca criticou a decisão do FBI de manter a recomendação de a candidata democrata, Hillary Clinton, não ser processada, depois de rever novos emails no computador de um dos assistentes da ex-secretária de Estado.

Num comício no estado norte-americano do Michigan no domingo, Trump afirmou que a investigação sobre os emails de Hillary Clinton “não vai desaparecer”. Essa tem sido uma das armas de arremesso do candidato no ataque à rival durante a campanha presidencial que agora termina. 

Na mesma intervenção, o candidato republicano apelou à ida às urnas na terça-feira para acabar com “um sistema que protege Clinton e que rouba empregos e manda-os para o México”.

A carta do diretor do FBI, James Comey, para informar de que a sua decisão de não processar Clinton não tinha mudado, considerando que não há indícios de crime, foi enviada este último domingo ao Congresso. O timing foi criticado por Trump, já que estamos praticamente na véspera das eleições.

investigação foi reaberta, no final do mês passado, lançando uma autêntica bomba sobre a campanha eleitoral para as presidenciais norte-americanas. Em causa o uso do seu email pessoal, por parte de Hillary Clinton, para tratar de assuntos do Governo, quando ainda era secretária de Estado.

As mensagens que deram origem à reabertura da investigação agora em outubro foram recuperadas de um portátil de Huma Abedin, assessora de Clinton na campanha, e esposa do congressista democrata Anthony Weiner, durante uma investigação sobre o envio de mensagens sexualmente explícitas de Weiner a uma menor.

Redação / VC