O arquivo alemão International Tracing Service anunciou, esta segunda-feira, a publicação online do seu inventário da época do Holocausto, que inclui cerca de 30 milhões de documentos sobre a perseguição nazi, o trabalho forçado e o destino dos sobreviventes.

Responsáveis do arquivo, de Bad Arolsen (centro-oeste), disseram ainda que partes do espólio que foram sujeitas apenas a uma indexação preliminar também vão ser disponibilizadas. Descrições mais pormenorizadas serão acrescentadas gradualmente.

O International Tracing Service (ITS) foi criado pelos Estados Unidos e os aliados após o fim da II Guerra Mundial, com o objetivo de investigar o que aconteceu às vítimas do Holocausto. No início este trabalho foi realizado pela Cruz Vermelha que tinha como missão obter informações sobre o período de detenção, trabalho forçado e assistência no pós-Guerra de todos aqueles que tinham sofrido nas mãos dos nazis.

Em 2007, investigadores e historiadores do período do Holocausto tiveram acesso, pela primeira vez, aos documentos reunidos ao longo de décadas e iniciaram um processo de transformação de todo aquele espólio numa instituição, para que outros cientistas, historiadores e anónimos pudessem visitar o arquivo.

O trabalho realizado pelo ITS foi reconhecido, em 2013, pela UNESCO como património documental pela “Memória do Mundo”.