De surpresa, sem qualquer anúncio prévio, o Papa Francisco visitou, neste sábado, Edith Bruck, uma sobrevivente do Holocausto. Com quase 90 anos, Edith é uma escritora húngara que vive em Itália há décadas. 

A história desta mulher chegou até ao Santo Padre através de uma entrevista ao jornal L'Osservatore Romano, dada em janeiro, por ocasião do Dia da Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Francisco ficou tocado com o testemunho dado por Edith e foi ao encontro da escritora, até sua casa, no centro de Roma. 

Eu li a entrevista em que conta os horrores que a senhora e a sua família viveram durante as perseguições nazis, e fiquei muito comovido. Por isso, pedi para poder encontrar-me consigo e visitá-la aqui, na sua casa", contou o Papa Francisco a Edith Bruck, segundo o Vatican News.

Numa conversa que durou mais de uma hora, Edith contou que dedicou a vida a testemunhar o que tinha vivido na Polónia porque dois desconhecidos, que lhe pediram para contar a sua história, um dia na Alemanha, a incentivaram.

Num comunicado enviado aos jornalistas, o diretor de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, sublinhou que esta conversa entre a figura maior da Igreja Católica e a escritora húngara enfatizou o valor da memória e o papel dos mais velhos no seu cultivo, assim como na sua transmissão aos mais jovens.

Diogo Assunção