Um homem matou o pai durante uma reunião na plataforma online Zoom, na localidade de Amityville, estado de Nova Iorque, esta quinta-feira. A vítima estaria numa conferência com cerca de 20 pessoas, que presenciaram o crime.

Segundo a polícia do condado de Suffolk, a vítima, identificada como Dwight Powers, foi esfaqueada pelo filho, Scully-Powers. O tenente daquela esquadra disse à Newsday que as testemunhas viram o homem, de 72 anos, a ser agredido e que de seguida a vítima desapareceu do ecrã. Os participantes da conversação ligaram de imediato para as linhas de urgência.

Fizeram a coisa correta. Estavam todos preocupados com o seu amigo. É horrível que eles tenham testemunhado o que aconteceu", acrescentou Kevin Beyrer, que disse ainda que as testemunhas ouviram a vítima a respirar com muitas dificuldades depois de ser agredida.

Os agentes acabaram por encontrar o corpo de Dwight Powers dentro da habitação, concluindo que tinha sido morto à facada pelo filho, que tem 32 anos. Kevin Beyrer referiu que não é claro se alguém viu o homem a ser esfaqueado pelo filho: "Não sabemos o que testemunharam. Estavam muitas pessoas nesta conferência".

Uma testemunha que não se quis identificar disse à WABC que viu o alegado homicida a tirar os lençóis da cama e a estendê-los no chão, como se precisasse de cobrir alguma coisa.

As autoridades acabaram por demorar cerca de 20 minutos a perceber onde Dwight Powers vivia, e levaram perto de uma hora até chegarem ao local. Segundo a WABC, foi Scully-Powers quem recebeu a polícia, e acabou por fechar a porta e correr pelas escadas acima.

Ao The Washington Post, um agente da polícia disse que o suspeito acabou por fugir do local, saltando de uma janela do segundo andar da habitação.

Scully-Powers acabaria por ser detido a menos de um quilómetro do local, por volta das 13:00. O filho da vítima está acusado de homicídio em segundo grau e foi transferido para um hospital para receber tratamento a algumas lesões sofridas depois da queda da janela do segundo andar.

Até ao momento, a polícia ainda não encontrou um motivo para a prática do crime.

António Guimarães