Três grupos franceses defensores dos direitos dos homossexuais acusaram a Chechénia de genocídio de gays. A denúncia já foi encaminhada para o Tribunal Penal Internacional.

Na queixa, os grupos em questão culpam o presidente checheno, Ramzan Kadyrov, e alguns funcionários do Estado por uma "onda de perseguição" aos homossexuais.

De acordo com a BBC, estas organizações francesas deram o exemplo do caso de um adolescente que foi atirado de uma janela de um nono andar, alegadamente devido à sua homossexualidade.

O presidente russo, Vladimir Putin, apoiou, no início deste mês, um  inquérito para apurar a veracidade sobre a repressão contra gays na Chechénia, mas os três grupos rejeitaram a investigação interna da Rússia e querem que o Tribunal Penal Internacional comece a trabalhar sobre o assunto o quanto antes.

O jornal russo Novaya Gazeta denunciou relatos de detenções de homens homossexuais no mês passado. 

Na semana passada, cinco ativistas dos direitos dos homossexuais foram detidos em Moscovo enquanto tentavam entregar ao promotor-geral da Rússia uma petição para investigar estas denúncias.

A polícia russa justificou a detenção dizendo que a entrega da petição não fora autorizada, apesar de, segundo os ativistas, esta ter sido assinada por mais de dois milhões de pessoas.

De acordo com a BBC, o presidente Kadyrov insistiu que não há "pessoas de orientação não-tradicional" no país, termo frequentemente utilizado para descrever pessoas LGBT. As autoridades locais também afirmam que não receberam nenhuma queixa oficial das supostas vítimas.