O governo de Hong Kong vai impôr o uso obrigatório de máscara e limitar os ajuntamentos a duas pessoas, num momento em que o território regista um aumento de casos de infeção por coronavírus.

Segundo a região autónoma, todos os residentes vão ser obrigados a usar máscaras de proteção sempre que decidam ir a um sítio público, incluindo cafés, restaurantes e outros locais fechados.

A obrigatoriedade do uso de máscara era exclusiva durante viagens em transportes públicos. Também as reuniões públicas podiam, até agora, juntar quatro pessoas e os restaurantes e cafés podiam ter clientes nas mesas até às 18:00.

De acordo com o chefe do Executivo, Matthew Cheung, as coimas para quem não respeitar as medidas que entram em vigor esta quarta-feira podem chegar aos 5 mil dólares de Hong Kong - 550,73 euros. 

A situação epidémica é extraordinariamente grave em Hong Kong", afirmou Cheung esta segunda-feira em conferência de imprensa.

Este agravamento de restrições dita ainda o encerramento de bares, cabeleireiros e centros de diversão, tal como o fecho de piscinas e instalações desportivas. 

Esta nova vaga é a mais desafiadora e crítica em termos de contágios em Hong Kong", admitiu Matthew Cheung, explicando que as próximas duas ou três semanas serão cruciais para perceber a eficácia das medidas. "Temos de evitar a propagação da doença na comunidade", afirmou.

A região administrativa especial de Hong Kong registou um total de 2.634 infeções até domingo, mas o Governo anunciou esta segunda-feira mais duas vítimas mortais, elevando para 20 o número de óbitos por coronavírus.

Nas últimas duas semanas, foram infetadas 1.164 pessoas, a maioria das quais por transmissão local. Isto traduz-se no maior aumento de casos na região, depois de, durante os meses de maio e junho,  não ter registado qualquer caso de transmissão local.