O novo ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, disse hoje que o "Islão não pertence à Alemanha", demarcando-se assim da uma posição defendida no passado pela chanceler Angela Merkel.

“Não, o Islão não pertence à Alemanha. A Alemanha está marcada pelo cristianismo”, disse Seehofer quando questionado sobre uma frase do ex-presidente alemão Christian Wulff e que mais tarde foi assumida por Merkel.

Na entrevista publicada hoje no jornal “Bild”, Seehofer acrescentou, no entanto, que os muçulmanos que vivem no país, “obviamente pertencem à Alemanha”.

"Isso, naturalmente, não significa que, por falsa condescendência, devemos desistir dos nossos costumes típicos", acrescentou.

Seehofer, de 68 anos, é o líder da União Social Cristã (CSU) da Baviera, partido aliado da União Cristã Democrata (CDU, direita) de Merkel.

Durante a última legislatura, houve diferenças acentuadas entre as partes - e entre Merkel e Seehofer - quanto ao tratamento da crise migratória.

Seehofer, como ministro do Interior, quer criar as condições para que os requerentes de asilo, cuja petição tenha sido rejeitada, possam ser expulsos mais rapidamente do país.

"Vamos colocar em prática o que pedimos há anos, incluindo declarar mais seguros de países de origem, um plano mestre de deportações e intensificar a luta contra as causas pelas quais as pessoas fogem", afirmou o ministro.

"Àqueles que precisam de proteção naturalmente precisamos de lhes dar e temos de fazer tudo para integrar os que permanecem", acrescentou.