As pessoas que ficaram presas no hotel italiano soterrado por uma avalanche enviaram mensagens às famílias e aos serviços de emergência a pedir ajuda.

Com o hotel de três andares completamente soterrado, um casal deu sinal de vida por SMS:

Socorro, estamos a morrer de frio”, escreveram aos serviços de emergência, conforme relatou a agência italiana ANSA.

“Eles estão a retirar as pessoas do hotel e a leva-las para hospitais, acho eu. Mas não tenho a certeza, porque é impossível para nós sair daqui”, lê-se noutra mensagem transcrita pelo jornal italiano La Stampa.

Quintino Marcella, o dono de um restaurante, disse que recebeu um telefonema de um dos seus funcionários que estava hospedado no hotel:

Ele ligou-me e disse: “Ajude-me, uma avalanche atingiu o hotel e ele desapareceu. Está enterrado. Dois de nós estão aqui mas chamamos as equipas de resgate.”

Segundo Quintino Marcella, que ficou em contacto com esse funcionário enquanto conseguiu, as pessoas hospedadas no Rigopiano já teriam feito as malas e pago a conta. Esperavam no hall de entrada do hotel, com as bagagens, que passasse o limpa-neves que iria desobstruir as estradas e permitir-lhes circular com os automóveis.

Ao SkyRG24, este homem contou que telefonou diretamente para o centro de coordenação de emergência, mas que ninguém o levou a sério.

O Hotel Rigopiano, na base da montanha de Gran Sasso, em Farindola, foi atingido por uma avalanche na quarta-feira à noite, depois de vários sismos de magnitude superior a 5 graus na escala de Richter terem sacudido o país no espaço de uma hora.

Parte do edifício colapsou e a outra parte ficou soterrada pela neve. Pelo menos 20 clientes estavam hospedados no hotel. Contando também com os funcionários, as autoridades acreditam que estavam mais de 30 pessoas no Rigopiano.

As buscas no local continuam, ainda que a esperança de encontrar sobreviventes seja diminuta. Até às 15:43, a imprensa italiana escreve que foram recuperados três corpos e um quarto já foi localizado. 

Tomásia Sousa