O número de mortos provocados pelo coronavírus subiu para 908. Só este domingo e apenas na província de Hubei, registaram-se 91 mortes, elevando o número no centro da infeção para 871, avança a Comissão de Saúde da província de Hubei, através de um comunicado divulgado na internet.

Só na província de Hubei, há 29 631 casos registados, desde o início do surto.

Segundo os números divulgados pela Comissão Nacional de Saúde da China, são agora 40.171 as pessoas infetadas no país.

O novo coronavírus poderá infetar pelo menos uma em cada 20 pessoas na cidade de Wuhan, na China, quando se atingir um pico nas próximas semanas, segundo a previsão de cientistas que estabeleceram modelos para a propagação do vírus.

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A tendência suportada nos casos relatados em Wuhan “apoiam amplamente” os modelos matemáticos que London School of Hygiene & Tropical está a usar para prever a transmissão da epidemia dinâmica, de acordo com os cientistas desta instituição, citados hoje pela agência de informação financeira Bloomberg

Reino Unido aponta coronavírus como ameaça grave contra saúde pública

O governo britânico apontou o novo coronavírus como uma "ameaça grave contra a saúde pública" e anuncia, esta segunda-feira, medidas de proteção para a população.

"A transmissão do novo coronavírus constitui uma ameaça grave e iminente para a saúde pública", indicou o Ministério da Saúde do Reino Unido através de um comunicado.

O ministério anuncia que vai tomar medidas para "atrasar ou impedir novas transmissões do vírus".

Mais de trinta brasileiros repatriados de Wuhan iniciam quarentena

Mais de trinta brasileiros repatriados da cidade chinesa de Wuhan, o epicentro do novo coronavírus, aterraram no domingo numa base aérea do estado brasileiro de Goiás, onde vão passar os próximos 18 dias em quarentena.

A operação, batizada Regresso à Pátria Amada Brasil, trouxe desde Wuhan 34 brasileiros para uma base aérea a cerca de 150 quilómetros de Brasília.

Estudantes e famílias brasileiras saíram das aeronaves, com máscaras protetoras a cobrir boca e nariz. Alguns acenavam com pequenas bandeiras brasileiras para as câmaras.

Os repatriados foram depois transferidos para autocarros que os transportaram para hotéis, equipados com Internet, telefones e áreas de lazer.

Os onze tripulantes e sete profissionais de saúde que realizaram a viagem de ida e volta a Wuhan também estarão sujeitos a um período de quarentena.

Vários países já efetuaram o repatriamento dos seus cidadãos de Wuhan, uma cidade com 11 milhões de habitantes, que foi colocada sob quarentena, em 22 de janeiro, com saídas e entradas interditadas pelas autoridades durante período indefinido.

Portugal retirou em 02 de fevereiro vinte cidadãos nacionais de Wuhan, incluindo dois diplomatas e duas mulheres, com dupla nacionalidade brasileira e portuguesa.

Brasília, que inicialmente descartou uma operação de repatriamento, anunciou no mesmo dia que ia enviar um avião.

Antes de pousar em Goiás, a aeronave parou em Varsóvia, onde seis polacos repatriados junto com os brasileiros foram transferidos para as autoridades locais.

O jornal brasileiro Folha de S. Paulo informou que o Brasil recebeu pedidos semelhantes de vários países da América do Sul, incluindo a Bolívia, Costa Rica, Argentina ou Colômbia.

O mesmo jornal disse que a decisão do Brasil de trazer apenas os polacos se deveu à afinidade "ideológica" entre o atual Governo de Jair Bolsonaro e o atual líder conservador da Polónia, Andrzej Duda, uma das principais figuras da direita europeia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro negou as alegações e disse que foi "impossível atender ao apelo para transportar mais de 80 passageiros de diferentes nacionalidades" e apontou que Varsóvia foi uma paragem logística e conveniente para reabastecer os aviões.

O Brasil não registou, até à data, casos confirmados do novo coronavírus. O país tem oito casos suspeitos, mas outros 26 analisados anteriormente deram negativo.

/ MM - atualizada às 9:20