O número de casos em Macau de pessoas infetadas com o coronavírus subiu para sete, anunciaram esta segunda-feira as autoridades locais, dando conta de que esta pessoa, uma mulher de 67 anos, é residente em Wuhan. 

O sétimo novo caso importado da infeção pelo coronavírus em Macau é do sexo feminino, com 67 anos de idade, aposentada e residente em Wuhan", lê-se numa nota divulgada hoje pelas autoridades locais.

Na nota, explica-se que esta paciente "entrou em Macau através do Posto Fronteiriço das Portas do Cerco, no dia 23 de janeiro, via comboio de alta velocidade de Wuhan para Guangzhou, a 22 de janeiro, e Ferrovia Urbana de Guangzhou para Zhuhai, a 23 de janeiro".

Depois, "começou a manifestar febre na noite de 26 de janeiro", tendo sido levada de ambulância esta manhã para a Urgência Especial do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

"Atualmente, o estado clínico da paciente é normal", conclui a nota.

O novo coronavírus (2019-nCoV), que já causou 80 mortes na China entre os mais de 2.700 indivíduos infetados, infetou outra pessoa esta segunda-feira: um jovem de 15 anos, que reside em Wuhan, província de Hubei, o epicentro do contágio, filho do quarto caso diagnosticado em Macau.

O paciente não tem febre nem tosse e vai ficar em isolamento, indicaram as autoridades em comunicado.

No domingo, o Governo de Macau anunciou que vai impedir a entrada nos casinos dos visitantes que, nos últimos 14 dias, tenham estado na província chinesa de Hubei.

Por outro lado, todos os visitantes oriundos de Hubei terão de apresentar uma declaração médica para entrar no território, numa medida que entrará em vigor também na segunda-feira.

Segundo os últimos dados, encontram-se em Macau desde 01 de dezembro passado 2.132 pessoas da província de Hubei, das quais 1.390 provenientes de Wuhan, incluindo este número turistas individuais, alunos, trabalhadores não residentes, pessoas a visitar familiares, e indivíduos em excursões, de acordo com um comunicado oficial.

A China elevou esta segunda-feira para 80 mortos e mais de 2.700 infetados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades anunciaram 24 novas mortes desde domingo na região de Hubei (e mais de 700 casos), mas não registaram óbitos provocados pelo vírus fora daquela província.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

A China prolongou já por três dias as férias do Ano Novo Lunar, até 2 de fevereiro, para desencorajar viagens e tentar conter a propagação do coronavírus.

Dezenas de milhões de chineses que visitaram as suas cidades natal ou pontos turísticos deveriam regressar a casa esta semana no maior movimento de pessoas a nível mundial que se repete todos os anos, aumentando o risco de o vírus se espalhar em comboios e aviões lotados.

O diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, é esperado hoje em Pequim para discutir a situação com as autoridades chinesas.

A região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas.

Alguns países, como Estados Unidos, Japão e França, estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses.

/ CE - atualizada às 17:20