A tática do regime liderado por Lukashenko é oprimir, reprimir e prender. Desde o início de 2020 cerca de 40 mil pessoas foram detidas por participarem em protestos pacíficos. As associações de defesa dos direitos humanos confirmam que mais de 800 presos políticos continuam à espera de julgamento.

A capital da Lituânia é território seguro para a oposição democrática bielorrussa. Fica a pouco mais de 30 quilómetros da fronteira, mas garante condições suficientes para que Svietlana Tsikhanouskaya instale uma espécie de governo sombra. Aqui, a mulher que ousou enfrentar o ditador intensifica contactos com os principais líderes mundiais e lança bases para devolver a democracia ao seu país.

Populismo, nepotismo, racismo, homofobia, corrupção, repressão, censura. Direitos fundamentais ameaçados e uma democracia iliberal há uma década no poder, cada vez mais distante da Hungria que se juntou à União Europeia em 2004. Amnistia Internacional, jornalistas e comunidade LGBTI, todos perseguidos e sem espaço para atuar num país onde os atentados ao Estado de Direito estão cada vez mais presentes.

“Destino: Europa” viajou até à Lituânia e à Hungria para questionar opositores democráticos, jornalistas, ONG’s e governos sobre o perigoso caminho que pode colocar em causa os valores democráticos da União Europeia

“Democracia” é o quinto tema da série de reportagens de Filipe Caetano e Inês Tavares Gonçalves, com imagem de Hugo Neves e Nuno Quá e edição de imagem de João Pedro Ferreira e João Ferreira. Está também disponível o podcast associado ao projeto, onde os jornalistas Filipe Caetano e Inês Tavares Gonçalves partilham os desafios identificados no terreno e detalhes sobre o processo de produção e concretização deste tema. Poderá subscrever e ouvi-lo aqui:

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