O chefe dos serviços secretos militares russos (GRU), Igor Korobov, morreu na quarta-feira aos 63 anos na sequência de uma "grave doença", informou hoje fonte do Ministério de Defesa citada pela agência de notícias Tass.

Korobov trabalhava nos serviços secretos desde 1985 e ocupou vários cargos na Direção-Geral, até à sua nomeação como chefe do GRU em 2016, por decreto presidencial, acrescentou a agência russa.

Como chefe do GRU foi alvo de sanções em 15 de março pelo Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, juntamente com 12 pessoas, por alegadas interferências nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

De acordo com Washington, "o GRU esteve diretamente envolvido na interferência nas eleições de 2016 através de ataques cibernéticos e foi diretamente responsável pelo ataque cibernético NotPetya", disseram, na altura, altos funcionários norte-americanos.

O Governo britânico também defendeu que o Governo russo, "especificamente o exército russo", foi responsável pelo ataque cibernético NotPetya, em junho de 2017, de acordo com um comunicado do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros britânico, Tariq Ahmad.

"Nós negamos categoricamente tais afirmações. Nós consideramo-las desprovidas de provas e sem fundamento. Trata-se somente da continuidade de uma campanha 'russófoba'", retorquiu o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Korobov e Sergey Gizunov, sub-chefe do GRU, já haviam sido alvos de sanções em dezembro de 2016, pelo antigo Presidente norte-americano Barack Obama (2009-2017), na primeira represália de Washington pela suposta interferência russa nas eleições presidenciais, realizadas um mês antes.