O Papa Francisco assinalou este domingo o terceiro Dia Mundial dos Pobres, com a celebração da Missa, na Basílica de São Pedro, questionando o descarte de pessoas em nome do lucro. Este dia foi criado precisamente por Francisco.

Quantos idosos, pessoas com deficiência, pobres… considerados inúteis! Andamos com pressa, sem nos preocuparmos que aumentem as desigualdades, que a ganância de poucos aumente a pobreza de muitos”, disse, na homilia da celebração transmitida pelos canais da Santa Sé.

Em crítica à sociedade com “pressa”, falou que as pessoas são capazes de deixar para trás quem não ajuda a “dominar tudo e imediatamente”.

Atraídos pelo último alarido, deixamos de encontrar tempo para Deus e para o irmão que vive ao nosso lado”, considerado “descartável”, apontou.

O Papa fez questão de alertar ainda para o que chamou da “tentação do eu”.

Não é suficiente ter o rótulo de ‘cristão’ ou de ‘católico’ para ser de Jesus. É preciso falar a mesma linguagem de Jesus: a linguagem do amor, a linguagem do tu. Não fala a linguagem de Jesus quem diz eu, mas quem sai do próprio eu”, precisou.

/ AG