O Papa Francisco celebra o consistório no dia 28 de novembro para a criação de 13 novos cardeais, mas devido à pandemia muitos fiéis não serão admitidos e alguns cardeais seguirão a cerimónia online.

Entre os 13 novos cardeais, quatro deles com mais de 80 anos, não participando por isso de um futuro conclave, estão o arcebispo de Santiago do Chile, o espanhol Celestino Aós, e o bispo emérito de San Cristóbal de las Casas (México), o mexicano Felipe Arizmedi Esquivel.

O Vaticano confirmou esta segunda-feira que aos futuros cardeais que não podem viajar até Roma o boné e o anel cardinalício será entregue por um representante do Papa.

Além disso, “poderão participar da celebração de forma remota através de uma plataforma digital que lhes permitirá conectar-se com a Basílica do Vaticano”, explicaram.

A celebração do consistório incluirá uma cerimónia no sábado na qual o Papa imporá aos cardeais o boné e lhes dará o anel e a transferência do Título ou Diaconia.

No domingo, 29 de novembro, no altar da Cátedra, na Basílica do Vaticano, o Papa celebrará a missa com os novos cardeais.

Tendo em conta as normas sanitárias em vigor devido à pandemia de covid-19, não serão efetuadas as habituais visitas de cortesia, que consistiam numa receção de amigos e familiares para felicitar os novos cardeais.

Além disso, as celebrações do consistório decorrerão com uma participação muito limitada de fiéis e serão reservadas apenas para aqueles que acompanharão os cardeais recém-criados. No total, apenas 100 fiéis serão permitidos.

A celebração ocorre como de costume e apenas o abraço de paz entre os cardeais será omitido.

Entre os nove que serão criados cardeais e com menos de 80 anos estão os dois novos membros da Cúria, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo italiano Marcello Semeraro e o novo secretário-geral do Sínodo dos Bispos, o maltês Mario Grech.

O Arcebispo de Kigali, Ruanda, Antoine Kambnada, também serão criados cardeais; o Arcebispo de Washington, Wilton Gregory; o guardião do convento de Assis, Mauro Gambetti, e o Arcebispo de Siena (Itália), Augusto Lojudice.

Entre os quatro com mais de 80 anos está o bispo emérito de San Cristóbal de las Casas, o ex-núncio do Vaticano e observador nas Nações Unidas, Silvano Tomasi; o pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, e o ex-diretor da Caritas de Roma, Enrico Feroci.

Segundo a agência Ecclesia, este vai ser o sétimo consistório do atual pontificado, após os realizados em 22 de fevereiro de 2014, 14 de fevereiro de 2015, 19 de novembro de 2016, 28 de junho de 2017, 28 de junho de 2018 e 05 de outubro de 2019.

Portugal está representado no colégio cardinalício por Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Sé, todos criados pelo Papa Francisco e eleitores num eventual conclave.

No colégio cardinalício está ainda Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito, e José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, ambos com mais de 80 anos.

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