Vários migrantes na Dinamarca vão ser obrigados a trabalhar 37 horas por semana para que tenham direito a benefícios e ajudas sociais.

O plano é dirigido a quem esteja a ser beneficiado pelo estado durante pelo menos três ou quatro anos, mas também a quem não tenha atingido um nível de proficiência em Dinamarquês.

Mette Frederiksen, primeira-ministra dinamarquesa, disse que as novas medidas têm como alvo principal mulheres “de origem não ocidental” que estejam a viver com ajudas estatais. Uma posição divulgada, num momento em que a Dinamarca tenta apertar o cerco à imigração para o país, tendo já algumas das mais duras regras da Europa e pretendendo chegar à nulidade de candidaturas para asilo.

O Governo diz que o novo plano está desenhado para ajudar na inclusão de migrantes na sociedade dinamarquesa, mas o projeto está a ser criticado por ser injusto e por incentivar a marginalização. 

Em “Dinamarca pode fazer mais”, o Governo, no poder desde junho de 2019 assinala que seis em cada dez mulheres do Magreb, Turquia e Médio Oriente está fora do mercado laboral.

Num primeiro plano, a ideia é integrar 20 mil pessoas no mercado de trabalho, que pode ser “a recolher garrafas, beatas de cigarro, ou plásticos da praia”, explicou o ministro do Trabalho Peter Hummelgaard.

O mais importante para nós é que essas pessoas saiam de suas casas”, sejam recém-chegados ou beneficiários de ajuda por muito tempo, insistiu o governante.

A principal preocupação dos eleitores nas últimas legislativas, em 2019, foi o tema da migração e integração - áreas que acompanharam os programas políticos de todos os partidos dinamarqueses.

No início do ano, a primeira-ministra propôs como objetivo de chegar a zero pedidos de asilo - entre um de janeiro e 31 de julho foram realizados 851 pedidos. “Devemos assegurar que pouca gente venha para o nosso país, sob risco de colapso da nossa coesão social”.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, 11% dos 5,8 milhões de habitantes da Dinamarca são estrangeiros.