Embaixadas americanas na Europa estão a aconselhar cidadãos oriundos dos sete países muçulmanos abrangidos pela nova medida de imigração de Donald Trump a não pedirem vistos ou agendarem a entrevista consular necessária, mesmo que tenham dupla nacionalidade.

Este aviso está a ser emitido pelas embaixadas dos Estados Unidos em Londres e Berlim, informou hoje a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

Um aviso urgente divulgado esta segunda-feira na página na Internet da representação diplomática norte-americana no Reino Unido informa que a emissão de vistos para estrangeiros oriundos dos sete países abrangidos pela ordem executiva assinada na passada sexta-feira pelo Presidente Donald Trump (Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen) “foi suspensa imediatamente até nova notificação”.

Mais uma voz crítica às medidas de Donald Trump parte do alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos. A proibição da entrada nos Estados Unidos de cidadãos de países maioritariamente muçulmanos, aprovada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, é “ilegal e mesquinha”, disse esta segunda-feira Zeid bin Ra'ad Zeid al-Hussei.

 Zeid al-Hussein declarou, na rede social Twitter, que "a discriminação pela nacionalidade é proibida pela lei dos direitos humanos", acrescentando que "a proibição dos Estados Unidos também é mesquinha e desperdiça os recursos necessários para o combate apropriado ao terrorismo".

Numa ordem executiva assinada na sexta-feira, Donald Trump suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por pelo menos 120 dias e impôs um controlo mais severo aos viajantes oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen durante os próximos três meses.

Redação / MM